segunda-feira, 20 de maio de 2013

Protestantes que creem em Livre-arbítrio

Este post nao tem nada a ver com católicos ou espíritas. Suas doutrinas pregam o livre-arbítrio. Eu discordo veementemente, mas respeito, por zelo à liberdade religiosa.

Aliás, vale lembrar que a perseguição religiosa fez os mártires do cristianismo, perseguidos pelos judeus e do protestantismo, perseguidos pela Igreja Católica.

Ninguém é obrigado a se tornar mestre em uma religião, porque a segue. Aliás, é importante que as doutrinas sejam simples e claras, para não submeter o fiel a regras kafkianas.

Quando vejo um crente encher a boca para falar de livre-arbítrio, tenho que contar até 10. Vou explicar neste post o que o pastor da igreja dele deveria ter explicado no púlpito, ou na escola dominical, ou no jornalzinho da igreja.

Livre-arbítrio é uma retórica de Santo Agostinho, lá pelo século III ou IV, em contraponto aos maniqueus, que era o seu grupo religioso de origem.

Durante a reforma, a Igreja pressionou Erasmo de Roterdã, monge, agostiniano, simpatizante da reforma e de Lutero, e filho ilegítimo de um padre a publicar, no século XVI um livro com o tema Livre Arbítrio, para que marcasse oposição ao movimento que surgia. Sim, é sempre política.

Os arminianos / metodistas ignoram este aspecto da reforma e assinam embaixo do livre-arbítrio.

Para facilitar o seu entendimento do aspecto excludente da reforma protestante em relação ao livre-arbítrio, seguem os "cinco solas" que norteiam o protestantismo da reforma de Lutero:

Sola scriptura (somente a Escritura);
Sola gratia (somente a graça);
Sola fide (somente a fé);
Solus Christus (somente Cristo);
Soli Deo gloria (glória somente a Deus);

Mas, o problema não é apenas uma divergência doutrinária com os arminianos / metodistas. Por mim, o assunto estaria encerrado. Não é protestante, pronto e acabou.

O problema é que tem um monte de igrejas e, consequentemente, crentes, que não têm critérios muito definidos quanto às doutrinas que seguem. E chamam-se Evangélicos!!!

Parecem a igreja do protagonista de "Lisbela e o Prisioneiro".
(Outro dia, eu comento sobre este título de "evangélico" que me causa fobia.)

Teologia, além da questão histórica e do aprofundamento de questões chatíssimas do estudo religioso, implica em cuidado das pessoas, em especial. Um pastor que berra qualquer coisa sobre livre-arbítrio no púlpito, apenas para justificar sua ignorância ou falta de fé, coloca as ovelhas para repetirem a aberração ( sem trocadilho ) aos quatro ventos.

Aí, entra o riquíssimo sincretismo religioso brasileiro e, em pouco tempo, temos a impressão que estamos na torre de babel em uma discussão religiosa.

Senhores irmãos crentes. Por favor, escrevam 100 vezes em uma folha de almaço (royalties): Não existe livre-arbítrio na igreja primitiva, na reforma, nem na Bíblia.

Ahh! Também não existe livre-arbítrio na ciência, o que aliás, faz todo o sentido.
Vejam o post abaixo:

http://super.abril.com.br/saude/livre-arbitrio-nao-existe-447694.shtml

Tenham uma excelente semana !
Rafael Reis

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