sábado, 23 de setembro de 2017

Hallelujah

Não existe nada mais pagão que una o homem a Deus do que o amor romântico.
Esta música é uma obra de arte, porque faz alusão a isto de uma forma genial. Já postei sobre isso há tempos. Cita a criminosa paixão de Davi por Batseba e faz alusão à queda de Sansão por Dalila.
E nestes momentos de desespero, o homem se apega ao sobrenatural, se apega a Deus e implora por misericórdia, porque, deliberadamente, os sentimentos pagãos ( não me atrevo a nomeá-los para não esquecer algum ) o consomem, destroem todo o heroísmo e comprometem seu legado. Deus, por sua vez, concede misericórdia, sem poupá-los de suas tragédias.
Curiosamente, não há experiências como estas no cristianismo. Jesus é bem mais enfático (se pensar em adulterar, já adulterou) e menos tolerante com essas paixões.
Demonstra complacência com a mulher adúltera, pois a condenação à morte por apedrejamento é cruel e hipócrita, e manda o homem arrancar o próprio olho, se este o fizer pecar.
Ponto para a beleza e humanidade do Cânone Judaico e alerta aos cristãos:
Cristo não se comove com mimimi de barbado. A prioridade é o reino de Deus e ponto final.
Ainda no campo das curiosidades, Dicró ( sim, ele mesmo ) foi o primeiro a me despertar para esta observação.
Em uma de suas irreverentes músicas, com direito a versão em pagode de "Jesus Alegria dos Homens" (royalties para Antonio Reis) , ele aponta que a mulher que engana o marido, tem o nome inscrito no "caderno" de Jesus, enquanto o homem que trai a mulher já está com a passagem para o meio do inferno.(sic).
Segue, Bon Jovi com letra traduzida para fechar o domingo.

https://www.facebook.com/7rafael/posts/1320549061354301

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