Lilith, ou Lilit (em hebraico: תיליל (é principalmente conhecida como um
demônio feminino da mitologia Babilônica que habitava lugares desertos. Os
primeiros registros que se tem dela é sob o nome Lilitu, representando uma
categoria de demônios na Suméria de 3000 A.C. Na Suméria e na Babilônia ela ao mesmo tempo que era cultuada, era também identificada como espírito
maligno. Muitos estudiosos atribuem a origem do nome fonético Lilith por volta
de 700 A.C., e com este nome é referida em diversos textos antigos sendo o
mais notável o Antigo Testamento (livro de Isaías). Porém uma teoria
interessante é a de que Lilith tenha sido uma mulher criada por Deus antes de
Eva, simultaneamente à criação de Adão e inclusive da mesma forma que ele
foi criado (do barro). Ou seja, Lilith pode ser sido a primeira esposa de Adão,
antecessora a Eva.
demônio feminino da mitologia Babilônica que habitava lugares desertos. Os
primeiros registros que se tem dela é sob o nome Lilitu, representando uma
categoria de demônios na Suméria de 3000 A.C. Na Suméria e na Babilônia ela ao mesmo tempo que era cultuada, era também identificada como espírito
maligno. Muitos estudiosos atribuem a origem do nome fonético Lilith por volta
de 700 A.C., e com este nome é referida em diversos textos antigos sendo o
mais notável o Antigo Testamento (livro de Isaías). Porém uma teoria
interessante é a de que Lilith tenha sido uma mulher criada por Deus antes de
Eva, simultaneamente à criação de Adão e inclusive da mesma forma que ele
foi criado (do barro). Ou seja, Lilith pode ser sido a primeira esposa de Adão,
antecessora a Eva.
“Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” Gênesis 1:27.
Porém, no capítulo seguinte, Deus percebe que Adão está sozinho e seria bom criar para ele uma mulher, e interessante, que seja idônea:
“Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea.” Gênesis 2:18.
A confusão interpretativa si dá a partir do momento em que Deus cria o homem
no capítulo 1, fazendo-o macho e fêmea, e logo depois no capítulo 2, Ele cria uma mulher, não mais do mesmo barro, mas agora da costela de Adão:
no capítulo 1, fazendo-o macho e fêmea, e logo depois no capítulo 2, Ele cria uma mulher, não mais do mesmo barro, mas agora da costela de Adão:
"E da costela que tinha tomado do homem, o Senhor Deus fez uma mulher, e levou-a para junto do homem.". Gênesis 2:22
Dessa forma, é possível imaginar que uma edição possa ter sido feita
entre o capítulo 1:28 e o capítulo 2:21. É provável que este corte tenha ocorrido
em época bastante remota, como no quarto século antes de Cristo, quando se
supõe que o texto escrito tomou uma forma próxima da atual. O capítulo 1:28
sustenta ainda mais esta hipótese:
entre o capítulo 1:28 e o capítulo 2:21. É provável que este corte tenha ocorrido
em época bastante remota, como no quarto século antes de Cristo, quando se
supõe que o texto escrito tomou uma forma próxima da atual. O capítulo 1:28
sustenta ainda mais esta hipótese:
"E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra ..."
Gênesis 1:28
Gênesis 1:28
Como seria possível abençoar a ambos e recomendar a multiplicação se Eva ainda não tinha sido criada (só foi criada no capítulo 2)? E o caso fica ainda mais estranho no versículo seguinte, na criação da mulher criada da costela, quando Adão parece gostar da nova mulher criada e faz um comentário bem peculiar:
"Disse então o homem: Esta sim (ou ‘agora sim’, em algumas versões), é osso dos meus ossos e carne da minha carne! Ela será chamada mulher, porque do homem foi tirada." Gênesis 2:23
Assim, acredita-se que essa afirmação de Adão é uma das provas da existência de outra fêmea criada antes de Eva, que provavelmente não era carne da sua carne. Tendo, a mulher anterior, sido criada do mesmo barro que ele, seria assim igual, e não inferior a Adão.
Lilith é muito conhecida na cultura judaica. Segundo eles acreditam, a
mulher criada do barro juntamente com Adão se mostrou indomável, maléfica e
teria deixado a presença de Adão, e então expulsa do Paraíso. Algumas vezes ela é
tida como a serpente que teria tentado Eva, a mulher que teria casado com
Caim , uma vampira, uma sedutora que
castrava os homens que seduzia, e por fim, um bicho maléfico ou animal noturno, termo encontrado nas traduções
recentes da Bíblia (Isaías
34:14). Por sinal é neste versículo em Isaías onde o nome Lilith é citado unicamente na Bíblia atual. Mesmo assim, mais recentemente, teria sido trocado por coruja (em inglês) ou (como aqui no
Brasil) animal noturno. Acredita que durante o Concílio de Trento, a Igreja Católica retirou as menções a Lilith do Gênesis, e teria deixado seu nome passar apenas nesse versículo em Isaías (como na versão de J. N. Darby abaixo).
mulher criada do barro juntamente com Adão se mostrou indomável, maléfica e
teria deixado a presença de Adão, e então expulsa do Paraíso. Algumas vezes ela é
tida como a serpente que teria tentado Eva, a mulher que teria casado com
Caim , uma vampira, uma sedutora que
castrava os homens que seduzia, e por fim, um bicho maléfico ou animal noturno, termo encontrado nas traduções
recentes da Bíblia (Isaías
34:14). Por sinal é neste versículo em Isaías onde o nome Lilith é citado unicamente na Bíblia atual. Mesmo assim, mais recentemente, teria sido trocado por coruja (em inglês) ou (como aqui no
Brasil) animal noturno. Acredita que durante o Concílio de Trento, a Igreja Católica retirou as menções a Lilith do Gênesis, e teria deixado seu nome passar apenas nesse versículo em Isaías (como na versão de J. N. Darby abaixo).
“As feras do deserto se encontrarão com as feras da ilha, e o sátiro clamará ao seu
companheiro; e os • animais noturnos • ali pousarão, e acharão lugar de repouso para si.”
Isaías 34:14 – Versão Almeida Corrigida.
companheiro; e os • animais noturnos • ali pousarão, e acharão lugar de repouso para si.”
Isaías 34:14 – Versão Almeida Corrigida.
“The wild beasts of the desert shall also meet with the wild beasts of the island, and the satyr shall cry to his fellow; • the screech owl • (coruja que grita) also shall rest there, and find for herself a place of rest.” Isaías 34:14 – Versão King James.
“And there shall the beasts of the desert meet with the jackals, and the wild goat shall cry to his fellow; • the lilith • also shall settle there, and find for herself a place of rest.”
Isaías 34:14 – Versão John Nelson Darby.
.
Acredita-se que o motivo da Igreja Católica ter suprimido a criação de Lilith seria uma das tantas tentativas da igreja de dar o tom patriarcal às escrituras. Deixando claro o lugar da mulher de submissa, abaixo hierarquicamente ao homem. Sem contar que deixar passar uma criação, tal qual a de Adão, e que não deu certo, que acabou se rebelando pelo próprio criador e se tornando um demônio, uma maldita, não seria muito “católico”, por assim dizer.
Isaías 34:14 – Versão John Nelson Darby.
.
Acredita-se que o motivo da Igreja Católica ter suprimido a criação de Lilith seria uma das tantas tentativas da igreja de dar o tom patriarcal às escrituras. Deixando claro o lugar da mulher de submissa, abaixo hierarquicamente ao homem. Sem contar que deixar passar uma criação, tal qual a de Adão, e que não deu certo, que acabou se rebelando pelo próprio criador e se tornando um demônio, uma maldita, não seria muito “católico”, por assim dizer.
“Deus teria criado um casal: Adão e uma mulher que antecedeu a Eva. Esta
mulher primordial teria sido Lilith, figura bastante conhecida da antiga tradição judaica. Lilith não se submeteu à dominação masculina. A sua forma de
reivindicar igualdade foi a de recusar a forma de relação sexual com o homem
por cima. Por isso, fugiu para o Mar Vermelho. Adão queixou-se ao Criador,
que enviou três anjos em busca da noiva rebelde. Os três anjos eram Sanvi,
Sansanvi e Samangelaf. Os emissários do Senhor tentaram em vão convencer
à fujona. Ameaçaram afogá-la no mar. (...) Lilith foi transformada em um
demônio feminino, a rainha da noite, que se tornou a noiva de Samael, o
Senhor das forças do mal. (...) Lilith seria uma figura sedutora, de longos
cabelos, que voa à noite, como uma coruja, para atacar os homens que
dormem sozinhos. As poluções noturnas masculinas podem significar um ato
de conúbio com a demônia, capaz de gerar filhos demônios para a mesma. As
crianças recém-nascidas são as suas principais vítimas. A crença em Lilith,
durante muito tempo, serviu para justificar as mortes inexplicáveis dos recém-
nascidos. (...)"
mulher primordial teria sido Lilith, figura bastante conhecida da antiga tradição judaica. Lilith não se submeteu à dominação masculina. A sua forma de
reivindicar igualdade foi a de recusar a forma de relação sexual com o homem
por cima. Por isso, fugiu para o Mar Vermelho. Adão queixou-se ao Criador,
que enviou três anjos em busca da noiva rebelde. Os três anjos eram Sanvi,
Sansanvi e Samangelaf. Os emissários do Senhor tentaram em vão convencer
à fujona. Ameaçaram afogá-la no mar. (...) Lilith foi transformada em um
demônio feminino, a rainha da noite, que se tornou a noiva de Samael, o
Senhor das forças do mal. (...) Lilith seria uma figura sedutora, de longos
cabelos, que voa à noite, como uma coruja, para atacar os homens que
dormem sozinhos. As poluções noturnas masculinas podem significar um ato
de conúbio com a demônia, capaz de gerar filhos demônios para a mesma. As
crianças recém-nascidas são as suas principais vítimas. A crença em Lilith,
durante muito tempo, serviu para justificar as mortes inexplicáveis dos recém-
nascidos. (...)"
— do Éden revisitado, Roque de Barros Laraia Jardim

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