sábado, 23 de setembro de 2017

Império Romano

O Império Romano fazia um esforço considerável para manter a sua unidade
O Império Romano, que, perigosamente, se estendera até tão longe do Mediterrâneo no ano 200, conservava-se unido devido à ilusão de que era ainda muito pequeno. Raramente se viu um império tão dependente como este da delicada perícia dos governantes. Neste momento, preside aos seus destinos uma estranha aristocracia, unida pela mesma cultura, gosto e linguagem. No Ocidente, a classe senatorial continua a ser um escol tenaz e absorvente, que domina na Itália, África, França do Sul, vales do Ebro e do Guadalquivir. No Oriente, a cultura e o poder local concentram-se nas mãos das orgulhosas oligarquias das cidades. Através do mundo helénico, diferença alguma, no vocabulário e na pronúncia, denuncia o lugar de nascimento dos habitantes. No mundo ocidental, os aristocratas bilingues passam, inconscientemente do latim para o grego. Um natural da África sente-se à vontade num salon literário de Esmirna, frequentado por gregos educados. Esta espantosa uniformidade era mantida por homens que sentiam obscuramente que a sua cultura clássica se destinava a excluir as alternativas do seu próprio mundo.
BROWN, Peter. O Fim do Mundo Clássico: De Marco Aurélio a Maomé. Lisboa: Editorial Verbo, 1972. p.14.
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