sábado, 30 de setembro de 2017

UMA PRIVATIZAÇÃO POSSÍVEL

Publicado em 20 de setembro de 2017
J.Carlos Torres
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A realidade é que ainda vai demorar muitos anos para que, mesmo com crescimento econômico, o país possa colocar suas contas em níveis razoáveis e que permitam uma redução, mesmo que muito lenta do alto endividamento público, que pode alcançar 100% do PIB no próximo ano. Situação essa causada pela desordem financeira de crédito farto e subsidiado e, sem nenhuma responsabilidade fiscal do último governo do PT. Temos de gerar superávits primários de quase 6% do PIB para pelo menos estabilizar o crescimento da dívida pública, no cenário atual isso só seria possível a partir de 2021, pelo menos, o que deixa a sociedade com enorme risco de volta do cenário de descontrole de preços e, mesmo de calote.

Com base nesta realidade dura e de altíssimo custo para a sociedade como um todo, com manutenção dos investimentos do governo a percentuais microscópicos e o risco sempre presente da volta da alta de preços, então ai vai minha sugestão _ PRIVATIZAÇÃO. Tudo bem, isso parece lógico e vai levantar algumas questões entre os que perderem seu tempo comentando esse texto tais como e, principalmente, com aqueles sindicalistas que irão acusar "de o governo estar vendendo o patrimônio do povo" e de passeatas e invasões do congresso de funcionários públicos receosos de perder seus benefícios "europeus" vindos de seu pai-patrão - o governo. Então, a fim de evitar todo esse problema infernal que qualquer tentativa de reduzir o custo Brasil levanta em grupos de pressão, minha sugestão é de que as empresas estatais, todas as 150 empresas, sejam "privatizadas" para seus funcionários. Isso mesmo, que o governo "doe" o controle dessas empresas para seus funcionários, numa espécie de employee buyout sem custos na aquisição para esses funcionários. Afinal, na realidade essas empresas já pertencem de fato a esses funcionários visto que; independentemente do fato de terem produtividade ou não esses funcionários públicos não podem ser demitidos e nem tem seus salários ou seus benefícios reduzidos, assim na verdade eles já "possuem" essas empresas. Minha proposta é que as ações de controle de todas as empresas públicas sejam distribuídas, com base em critérios de tempo de empresa do funcionário, já que qualquer outro modo de distribuição do bloco de ações poderia levar a questionamentos jurídicos, até ao STF, alongando ainda mais nosso sofrimento como contribuintes para a manutenção destas empresas em sua maioria deficitárias ou ineficientes.

Após o processo de "privatização" ser concluída, os funcionários, agora seus verdadeiros donos, teriam de trabalhar e, mesmo que com "terrível" esforço de produtividade positiva, de forma a valorizar seu ativo-ação, ou mesmo começarem a se preocupar com o resultado positivo, para continuar investindo e pagar seus próprios "pro-labores".

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